Uma delas, ainda pouco conhecida no país, é a micropuntura. Desenvolvida pela esteticista argentina Java Jeiman, a micropuntura promove a estimulação da pele por meio de ação mecânica e cosméticos apropriados, proporcionando regeneração celular e resultando na atenuação dos sinais de expressão.
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O que fazemos é estimular uma reação do organismo. Ao defender-se do processo invasivo, a pele trabalha naturalmente para regenerar-se. Isso, consequentemente, promove o rejuvenescimento", afirma a esteticista Claudilene Araújo, especialista na técnica e professora da Escola de Formação Técnica Profissional Mag Estética, de São Paulo.
Na sessão, que dura em média uma hora, o profissional aplica ácido lácteo diretamente sobre a ruga ou linha de expressão. Para isso, utiliza um dermógrafo (mesmo aparelho usado na maquiagem definitiva) equipado com agulha de uma ponta.
O número de sessões pode variar de três a 10, dependendo do caso e dos resultados que se espera obter. O intervalo obrigatório entre uma aplicação e outra é de 15 dias.
A micropuntura traz algumas vantagens em relação aos tratamentos antirrugas mais conhecidos. É bem mais barato que uma aplicação da toxina botulínica - um tratamento completo com 10 sessões custa em média R$ 700 - e não interfere na rotina da cliente como um peeling, por exemplo, que deixa a pessoa de três a sete dias fora de circulação.
"As únicas precauções que uma pessoa submetida à técnica deve ter é não tomar sol, utilizar filtro solar e não ingerir alimentos ricos em betacaroteno", alerta Claudilene.
A especialista explica que a restrição ao betacaroteno se deve ao fato da substância ativar os melanócitos (células especializadas em produzir melanina, pigmento natural da pele), o que pode desencadear uma coloração amarelada nas regiões atingidas.
Então, nada de cenoura, mamão, abóbora e manga nocardápio. Como inconveniente, a micropuntura provoca desconforto pela introdução da agulha na pele.
Para tornar a dor suportável, é aplicado anestésico tópico na região a ser trabalhada minutos antes. A técnica também não é tão eficiente para quem já passou dos 50.
"Nesta idade, o organismo não produz mais colágeno e elastina. O corpo não reage da mesma forma que o de uma pessoa na casa dos 30, 40 anos", diz Claudilene.
A esteticista ressalta, no entanto, que é difícil falar em idade quando o assunto é estética.
"Existem muitas diferenças entre uma pessoa e outra. O ideal é que o interessado passe pela avaliação de um profissional competente antes de se decidir."